Projeto Filmes Lésbicos – 008

Mais quatro filmes lésbicos incluindo um com uma das minhas misturas preferidas: lesbianidades feat. jogos de poder.

The Favourite - 06

La Luciérnaga – The Firefly

La Luciérnaga - The Firefly - Poster

Gênero

Você-Só-Assiste-Por-Ser-Lésbico;

Sinopse by Jac

Uma mulher perde o irmão em um acidente de carro e decide pegar a (ex) noiva dele. Afinal… Por que não?

Opinião

O filme já tem uma premissa bem awkward, convenhamos. Lucia, que é a versão colombiana da Angelina Jolie, estava afastada do irmão até que descobre que ele morreu. Aí ela conhece a então noiva dele e elas vão viver o romance delas.

Gente, o objetivo não é eu torcer para o romance das duas? Por que diabos colocam uma premissa dessas? E eu ainda imaginei que eles iriam matar o irmão, enterrar e esperar um tempo respeitável de uns 10 minutos de filme, certo? Mas não… o filme fica uns 40 minutos entre cenas da Lucia sofrendo, todo mundo tendo flashbacks para lembrar do morto, cenas de romance do morto com a Mariana (pra que casal eles querem que eu torça?) e umas cenas de alucinação a la Cisne Negro de baixo orçamento (please, don’t).

Decepcionada
Gente, só queria ver um romance lésbico com as duas se pegando…

Aí depois desses 40 minutos para eu ficar achando horrível essa coisa de pegar a noiva do irmão falecido, o romance das duas enfim decola… para um vôo meia-boca. Até chegam a construir uma tensão sexual entre as duas, mas esteja preparada para cenas de nível tem-uma-sujeira-na-sua-boca-mas-vou-tirá-la-de-forma-muito-sexy-só-pra-sapatão-assistindo-ter-um-semi-ataque-do-coração.

La Luciérnaga - The Firefly - 01

Caímos nesses truques baratos? Caímos… Mas conscientes de que é roteiro mal escrito.

A cena de sexo não é bem contada e levei uns 10 minutos para entender se elas tinham feito sexo ou se era algum delírio da Lucia. Elas basicamente dão dois selinhos na piscina, o filme corta e elas já estão abraçadas no rito-sexual-lésbico-transcendental-em-slow-motion.

La Luciérnaga - The Firefly - 02

Eu particularmente gosto de muita construção de tensão sexual antes das protagonistas ficarem juntas. E o filme perde essa oportunidade. O que aconteceu depois do selinho? Como elas saíram da piscina? Como foram tomar banho depois no quarto? Como a Mariana foi parar sentada em cima da Lucia?

Podiam ter economizado os 40 minutos de choro e luto no começo do filme para desenvolverem melhor o romance delas. Aliás, não deveria nem ter choro e luto.

Spoilers e Final

O roteiro é bem pobre né? Então não é nada surpreendente. Em um momento é revelado que Lucia não pode engravidar, em outro Mariana tem que interromper a lua de mel de pegação lésbica porque está enjoada e vomitando. Some 1 + 1.

Então para mim o filme foi uma sucessão de momentos awkward com umas cenas de romance no meio.

The Firefly - 01

Momentos awkward:
1- Ficar com a noiva do irmão falecido. Ou, do ponto de vista da Mariana assanhada, ficar com a irmã do noivo falecido.

2- Elas terem um filho juntas sendo que o pai é o irmão morto. Então uma mãe é tia na verdade.

3- Depois que o filme acabou, apareceu um “Em Memória” do irmão mais novo da diretora/produtora/escritora que também faleceu. Isso justifica o excesso de foco no irmão, mas… não sei vocês, mas se eu tivesse um irmão falecido não iria fazer um filme em homenagem para ele em que eu pegaria a noiva dele.

La Luciérnaga - The Firefly - 03

Nota do Filme: 5
Nota do Romance Lésbico: 5
Nota da Lezploitation: 4 com uma menção honrosa a lingerie da Mariana.

The Feels

The Feels - Poster

Gênero

Até-Que-A-História-Não-É-Clichê;

Sinopse by Netflix

Elas são lésbicas e planejam se casar. Mas a relação balança quando, no fim de semana de despedida de solteira de ambas, uma delas confessa nunca ter tido um orgasmos.

Opinião

Quando eu li a premissa do filme minhas expectativas foram às alturas. Afinal é um desses raros filmes em que ninguém está descobrindo nada, são duas lésbicas que já sabem que são lésbicas e tem outras coisas na vida com o que se preocupar além de ficar convertendo heteros.

Imaginei também que uma festa de despedida de solteira de lésbicas seria cheia de… lésbicas. Claro, teria ali uma cota hetero, teria uns gays amigos e tal, mas lésbicas.

The Feels - 05
#SddsTLW

Mas eu não poderia me decepcionar mais. Imaginei que a história central do filme fosse a questão de uma lésbica não ter tido um orgasmo, afinal é isso que está na sinopse e são elas que estão na capa do filme. Mas… o que eu vi foi um grande drama hetero da irmã da lésbica (que é diretora do filme, veja bem!) que transou com o homem hetero da festa que era desejado por outra hetero (que co-escreveu o filme).

The Feels - 01
“Eu quero que vocês parem de tirar sarro de mim porque eu nunca tive um orgasmo.”
The Feels - 02
“Querida, ninguém tá nem aí para você. A gente tá discutindo aqui que a Nikki transou com o Josh.”

Aliás, nem tão grande drama assim. Não sei como conseguiram preencher 1h30min de filme com tão pouco drama e ainda deixando algumas pontas soltas no final.

Acho que nunca um filme fez eu me sentir tão enganada quanto esse.

Mulher
“Hey, sapatão, olha aqui uma história pra você. Ahhh, mentira, só queríamos a sua audiência.”

Spoilers e Final

Okay, nos 3 minutos finais você vê as duas únicas sapatões solteiras da “festa” (nunca vi uma festa tão sem graça) se pegando. Pelo menos é alguma coisa lésbica!

The Feels - 04

Mas o que seria o drama principal prometido se resolve de uma forma tão banal. O casal lésbico briga porque uma não sentia confiança de falar para a outra que não tinha orgasmos. A outra então reage como? “É sua culpa não ter falado para mim.” Aí elas brigam e terminam por uma idiotice dessas para no final ser resolvido com um diálogo besta de “eu falo sim e falo que te amo e que vamos resolver esse problema depois.” FIM.

Sério, não teve nada de discussão sobre masturbação, conhecer seu próprio corpo, habilidades manuais e nada de nada. Realmente me pareceu o filme criado para os amigos da diretora aumentarem o currículo.

The Feels - 03
Deixa eu aproveitar o filme – que não é musical – para mostrar como sou boa cantora.

Nota do Filme: 5
Nota do Romance Lésbico: 5
Nota da Lezploitation: 2

Duck Butter

Duck Butter - Poster

Gênero

Você-Só-Assiste-Por-Ser-Lésbico;

Sinopse by Jac

Uma garota conhece outra e decidem passar 24h horas juntas fazendo sexo a cada 1h.

Opinião

A premissa do filme é fazer o estudo de duas personagens desconhecidas se conhecendo em um dia. E, por um acordo, elas iriam transar a cada 1h. Adoro a cara de pau em inventar uma desculpa assim para mostrar cenas de sexo.

Mas infelizmente para mim a protagonista Naima não era atraente. O que estragou toda a lezploitation do filme (sou superficial mesmo, não venha problematizar). E quando eu vejo um filme em que o casal tem grande diferença de beleza (padrão), eu sempre vou conferir a ficha técnica do filme e tcharam… A atriz fora do padrão é roteirista e produtora executiva também.

Duck Butter - 01
Ideia para um Roteiro: Personagem X, interpretada por mim, conhece personagem Y, interpretada por alguma atriz que eu ache sexy, e elas passam o restante do filme se pegando. Parece bom!

Tá, mas seria injusto falar que o filme só tem pegação. Todas as cenas de sexo são intercaladas com diálogos que supostamente deveriam ser para mostrar complexidade nos personagens. Habitación en Roma faz um trabalho muito melhor com a mesma premissa.

Um dos maiores pontos positivos do filme é a troca de percepção sobre as personagens. Sérgio começa sendo, ao meu ver, um exemplo de artista sem noção de 20 anos que pede para a crush não ir pro trabalho no dia seguinte e incentiva a mandar e-mails desaforados para contatos profissionais. Ela continua meio louca até o fim do filme, mas Naima passa a me deixar com tanta raiva que até simpatizei com Sérgio no final do filme.

Duck Butter - 02

Mas sinceramente, é um filme bizarro com uma protagonista estranha.

Spoilers e Final

O que diabos foi essa Naima pedindo para fazer uma orgia com as amigas da Sérgio? Okay, narrativamente ela pegou a ideia da mãe de Sérgio, que é a única mãe no mundo que quer uma filha artista e sexualmente ativa, mas não tem como você não passar a odiar Naima por isso.

Basicamente ela já não queria estar com Sérgio e ainda tentou tirar proveito até o último minuto. E pior! Ainda não deu conta de segurar a orgia porque pelo menos isso seria algo bem raro de se ver em filmes lésbicos.

Duck Butter - 03

Mas o filme tem um crédito de não acabar com as protagonistas juntas tipo casalzinho. Uma influenciou a vida da outra, mas não forçaram um romance onde não existia. É basicamente um retrato do que acontece com tantos casos nossos do passado.

Nota do Filme: 6
Nota do Romance Lésbico: 0
Nota da Lezploitation: 2

The Favourite

A Favorita - Novela Nacional

Oops, A Favorita errada.

(Aliás, já podemos considerar que sempre que algo tiver o nome “A Favorita” vai ser lésbico?)

The Favourite - Poster

Gênero

Até-Que-Não-É-Tão-Underground; Até-Que-A-História-Não-É-Clichê;

Sinopse by Jac

Duas mulheres disputam a “amizade” e poder de influência sobre a rainha Anne da Grã-Bretanha.

Opinião

Ao ver a resenha do filme e saber que é um grandes indicados ao Oscar 2019, eu sabia que seria um bom filme. Também sabia que teria “algo lésbico” na história, mas subestimei o quanto. Imaginei que seria aquele clássico de mulheres fortes disputando poder e, só por motivos comerciais, sai um beijo lésbico dali, mas nada na história muda e elas fingem que o beijo nunca aconteceu.

The Favourite - 01

Graças a Deus eu estava errada. A lesbianidade está presente no filme e sem ela a história não seria a mesma. Mesmo porque o filme é baseado em fatos reais e todo esse drama lésbico com a rainha foi real – o que torna The Favourite mais interessante ainda.

É raro termos um filme que foge um pouco do romance lésbico tradicional e aqui temos um ótimo caso. São 3 mulheres envolvidas em um jogo de poder e manipulação em que você realmente não tem ideia de quem sairá vitoriosa.

Filme imperdível.

Spoilers e Final

Preciso comentar um pouco sobre cada personagem.

Queen Anne é claramente desequilibrada o que torna ela bem imprevisível. Em termos narrativos é uma personagem interessantíssima. Em termos lésbicos, nem tanto. Mas veja que ela tem uma das principal característica de uma lésbica: ser a louca dos bichos. No caso eram coelhos e não gatos, mas está valendo porque coelhos são mais fofos mesmo.

The Favourite Rabbit

Quer conquistar uma sapatão? Comece agradando os bichinhos dela.

A personagem da Emma Stone é a pior. Fiquei na dúvida se torcia por ela até a metade do filme, mas bastou uma cena hetero e meu encanto acabou – embora tenha ficado claro depois que o plot hetero dela também era só uma forma de alpinismo social. Aliás, ela é a única que realmente não é lésbica ou bi. E, se sobrou um pouco de simpatia depois da cena hetero, ela acabou quando a Abigail apareceu bêbada e maltratando um coelhinho. Ser humilhada no final foi o mínimo que desejei.

The Favourite - 04
Essa cena acaba com meu coração.

Agora, a melhor personagem: Lady Sarah, interpretada pela Rachel Weisz. Você começa odiando ela pela forma rígida e malvada com que ela trata a rainha e meio curiosa sobre como ela consegue contrariar e manipular a pessoa mais poderosa da Grã-Bretanha. Confesso que não gostava muito dela até o diálogo que ela tem com a rainha dizendo que por mais dura que ela pudesse ser no tratamento com ela, a rainha poderia sempre contar com ela para dizer a verdade porque ela amava a Queen Anne.

Owwwn! Aqui que eu vejo um resquício da minha trouxianice porque passei a shipar o casal e torcer pela Lady Sarah.

Jane The Virgin - Luisa
“Você me maltrata, me manipula para tomar decisões políticas, desvia dinheiro para seu marido, mas você me ama? Também te amo, bebê! <3"
Rachel Weisz e Olivia Colman
#AmorVerdadeiro

Eu fiquei bem satisfeita com essa declaração da Lady Sarah porque confirma que ela de fato é lésbica/bi e não somente uma aproveitadora que nem a Abigail. A representatividade só é real quando as personagens são lésbicas/bis e não estão beijando outras mulheres apenas para chamar atenção da audiência.

The Favourite - 05

Aliás, comentário a parte, o que tá acontecendo com Rachel Weisz que já é o segundo filme lésbico dela em que ela termina sem mulher? Cadê a lógica do universo?

(Obs. Essa cena da entrevista com a reação da Rachel Weisz aqui com 3min e 25s)

Sobre o final: adorei. Ao mesmo tempo em que o filme define uma vencedora (Abigail), a vitória foi amarga. Não foi um final feliz para nenhuma das três.

Recapitulando o que aconteceu: Lady Sarah foi expulsa da Inglaterra e acabou sem sua amante lésbica/bi que por um acaso é uma rainha. Quando Abigail foi flagrada maltratando um pobre coelhinho (não tem nada mais vilanesco do que isso), a rainha se deu conta do seu erro de confiar na falsiane e fez com Abigail o que esta tinha feito com o coelhinho: colocou ela abaixo, segurando firme na cabeça, em posição de humilhação. Fica implícito que essa será a dinâmica do resto da vida delas: a vitoriosa sendo humilhada, e a rainha ressentida e amargurada mesmo eventualmente pegando ninguém-menos-que-Emma-Stone.

Final triste, mas condizente com o tom da história.

Mas, apesar da derrota na história, Lady Sarah venceu o título de A Favorita das sapatões <3

The Favourite - Rachel Weisz

Nota do Filme: 9
Nota do Romance Lésbico: 6
Nota da Lezploitation: 3

Aceito sugestões para os próximos filmes =)


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22 respostas para “Projeto Filmes Lésbicos – 008”

  1. Eu cancelei a Netflix tem uns meses , mas já conhecia esses 3 primeiros ( o que me fizeram Passar raiva… A da cunhada então …. Me poupe!!!) tentei assistir esses filmes … Mas eram tão chatos aí pulando até chegar na parte “faça valer a pena minha mensalidade ” RS ….. Olha garimpando filmes do gênero, “coisa que conheci graças a netflix”, curti “jovem aloucada” (fala de uma ninfomaníaca com família religiosa , pansexual… Mas que acabamos torcendo e quebrando a cara pro romance lesbico hahahahha ele ocorre, mas a danada não larga o cara é eh posto isso em conflito, gostar de estar com os dois … Vale pelas cenas ….. pelos personagens . O bom eh que sai do clichê filme em inglês , nesse dá pra treinar o ouvido no espanhol 😊. Outro que conheci graças a netflix foi “lovesong” ok esse dá raiva , mas tem a neta do Elvis 😍. E vamos ser honestos quem nunca passou pela agonia que a falta de comunicação pode causar…. As cenas desse filme são escassas mas , valem a pena , nesmo morrendo de raiva com o final . Ps. Esse filme da favorita ainda não assisti. Parei a leitura aí , volto quando tiver visto! E obrigada pelo POST , sempre me divirto bastante

    1. “aí pulando até chegar na parte “faça valer a pena minha mensalidade ”” —> Quem nunca? hahaha Faço isso bastante com séries hahahaha

      Estou super interessada em filmes em espanhol! Pena que então Jovem Aloucada tem essa história da guria não largar o homem. Já me dá vontade de mandar a lésbica procurar outra mulher. Lovesong já ouvi um comentário (naquelas listas bem genéricas de filmes LGBTs que acham qualquer coisa boa), vou dar um olhada.

      Nossa, vá ver A Favorita (e volte pra ler o post ahahah)! Pelo menos esse é realmente bom e interessante. Acabo tentando trazer pelo menos um filme bom por post porque se deixar só sobra filme ruim pra comentar =/

      Obrigada pelo comentário 😉

  2. Olá, Jac! O novo layout do blog ficou bem bacana. Vou ficar na torcida pra que junto com essa novidade venha também mais postagens, me divirto muito com seus textos e lamento a pouca frequência deles nos últimos anos. E por sinal, como vai a vida em SC? E os estudos, rendendo?

    Ainda não assisti “A Favorita”, estou esperando um bom momento, mas vi os outros 3 da lista e concordo que são bem fracos e pesaram a mão no roteiro. Boa parte dos filmes e produções lésbicas que vem sendo lançadas erram neste ponto e na direção. O que custa contratar uma consultoria pra avaliar se o enredo faz sentido, se o plot tem coerência?! É uma pena a comunidade lgbti está tão acostumada com a pouca representatividade que acaba consumindo qualquer coisa embalada como lgbti.

    *Só vou discordar sobre a “estranheza” da Naima, acho a Alia Shawkat bonita. E a personagem como crush da Sergio até que funcionou, o filme tem uma vibe hipster-millennial-californiana, tudo ali parece estranho e privilegiado.

    Ainda posso esperar um texto seu sobre “Azul, a cor mais quente”? Queria ler suas observações sobre o filme mesmo que atrasada. Ele meio que criou uma “névoa” sobre filmes lésbicos e muitos que vem sendo lançados já fazem referência de não se parecer com ele.

    E uma sugestão que não é filme, mas uma série que foi lançada no ano passado e que vai estrear a segunda temporada em abril deste ano. A série se chama Killing Eve, tem 8 episódios, produção da BBC america e tem um roteiro que sem rodeios é genial, subverte o gênero detetive-a-caça-de-serial-killer. Tem muita tensão e uma psicopata linda. A Sandra Oh, umas das protagonistas, ganhou vários prêmios pela série. Fica a dica 😉

    Jac, valeu pela boas risadas e pelo lembrete de ir assistir logo A Favorita.

    1. Ah, que bom que você gostou do novo layout =) Também estou feliz com ele todo responsivo e com uma imagem (a da mulher fazendo flexão com outra olhando de jeito suspeito) que parece feita para o blog. E bem, a vida em SC está ótima e por isso mesmo o estudo está parado ahahah

      Sabe o que é pior? Fui pesquisar essa Alia Shawkat e vi um trecho dela em Arrested Development (acho) e ela me pareceu tão melhor. Até a energia que ela tinha na outra série era mais viva – em Duck Butter ficou meio com nojenta, falando devagar quase morta.

      Sobre Azul É a Cor Mais Quente… sim, pode esperar hahahah Confesso que tinha meio esquecido dele pq escrevi até uma certa parte e aí não soube mais me expresar. Vou finalizar (eventualmente ahahha).

      Killing Eve tem algo lésbico? Mas bem, independentemente disso, já sei que a série é boa. Fora que ja gostava da Sandra Oh desde Greys Anatomy. Está na lista para assistir!

      Valeu pelo comentário =)

  3. La Luciérnaga – The Firefly – Eu passei o filme todo muito incomodada com a situação. Fiquei desacreditada qnd a diretora postou que era em homenagem ao irmão falecido.
    The Feels – Fui trouxa tb.
    Duck Butter – Fui julgada de superficial por não conseguir terminar de ver o filme pq não gostei da principal. Achei estranha msm.
    The Favourite – Tô adorando a Rachel Weisz. Agora, na real, nenhuma ali prestava. A rainha tinha de ter arrumado outras.

    Jac, não tenho filme pra indicar. Tenho a sensação de que nenhum dos que vejo presta. Não sei se o mercado anda ruim ou eu que ando muito chata (bem provável que seja essa segunda opção). Enfim, indico a série THE BOLD TYPE. Ela tem lá seus problemas, mas é bem água com açúcar, climinha sessão da tarde, rende umas risadas e mesmo assim ainda toca (tenta tocar) em uns temas interessantes. Adoraria ver tua visão/crítica.

    1. Acho que dessa vez concordamos em concordar sobre os filmes hahaha

      Fui dar uma conferida sobre o que se tratava The Bold Type porque nunca tinha ouvido falar. Aí vi a lésbica muçulmana e lembrei que já vi um tanto de vídeos editados só com as cenas dela com ali uma das três protagonistas hahahaa (sou dessa mesmo) Aí obviamente minha opinião é beeeem de memória e conhecendo pouquíssimo da história (pensa que nem sabia o nome da série). Até onde vi/lembro, achei a Kat (pesquisei os nomes) meio chatinha com toda essa coisa da hetero se descobrindo (zzzzz) e aí quando essa parte se resolve PUFF já viraram casal (e perde a graça). Eu gosto de tensão, gosto de delay, não quero algo tão fácil assim ahhahah Por exemplo, lá em Supergirl a Maggie e a Alex ficam um bom tempo nesse jogo de “opa, sou lesbica, mas aí somos amigas, mas não entendo o que eu sinto por você, mas tá rolando um clima” antes de as coisas se definirem. Esse formato me agrada mais. E também me pareceu que em The Bold Type entrou na agenda militante e deixou pra lá o casal (claro que a muçulmana vai ser barrada no aeroporto…) e vou ser honesta… já vejo militancia todo o tempo, se quiser me deixar interessada vai ter que ser algo mais trabalhado do que a muçulmana barrada no aeroporto (ou o negro barrado numa blitz policial, ou o gay enviado prum centro de cura gay). A série pode ir bem além disso, mas o que eu vi do casal não me animou. (E aí tlvz a gente volte a concordar em discordar ahahaha)

  4. A tua crítica sobre filmes possui precisão cirúrgica. É tamanha que aproveito a oportunidade para fazer uma confissão: algumas vezes, eu me dou ao trabalho/tortura de assistir primeiro e só depois continuar lendo a tua resenha. Portanto, não fiquei surpresa por termos concordado em concordar kkkkk
    Sabia que tinha um canal no youtube que só fazia isso? Digo, isso de editar só as cenas lésbicas d@s filmes/novelas/série. Não sei se ainda existe, mas também não lembro mais o nome. É um bom recurso para quando estamos sem paciência de aturar as outras histórias kkkk Agora, sobre a série, o casal principal vai bem rápido mesmo, mas acho água com açúcar e também simpatizo um pouco com outros casais, então, sigo vendo. Também curto uma enrolação. Sabe que eu nunca vi Supergirl?! Talvez eu deva fazer essa adição à minha lista.

    Enfim, não estou conseguindo definir se seguimos concordando em discordar, mas percebo que deve haver um menor nível de discordância kkkkk

    Obrigada pela análise… Adorei 😉

    1. Não é só um canal não. Várias pessoas fazem isso e deixam no Youtube. Por exemplo, eu mesma não vejo Supergirl, só vejo os vídeos específicos da Maggie e Alex (pode pesquisar por Sanvers também). Tenho tempo pra série que não me agrada não…. (falou a pessoa que vê filme lésbico ruim e tem um blog). Aliás, se der eu crio um post a respeito porque essa é uma verdadeira tradição lésbica ahhaha

      Acho que hoje mais concordamos que discordamos. Obrigada pelos comentários =)

      1. Achava q eu era a única doida kkkk

        Se ainda não conhece veja Pepa e Sylvia de Los Hombres De Paco tem a série INTEIRA é maravilhoso

  5. Os filmes que mais recomendarias seria esses, abaixo com os motivos do porquê.
    Fingersmith – Falsas Aparências – BBC fez um excelente trabalho, Sarah waters é divã do mundo LGBT, e a revira volta desse filme, se nunca viu é muito bom.
    Carol – Obra de arte visual, Cate (maravilhosa, como a chamo) blanchett brilha como sempre é linda e transmite Carol que precisávamos. Fico a melhor adaptação possível do livro.
    I Can’t Think Straight, Um dos meus favoritos até hoje, depois de vê um monte de filmes ruins, esse é fofo, dramático e lindo na medida certa, tem a questão da cultura, e as atrizes são lindas com uma química incrível, o outro filme com elas também é muito fofo.
    Imagine You and Me – Imagine Eu e Você, Muito fofo e só por fugir do clichê tragedia já vale, e a lena tá linda aqui.

    Kyss Mig não é cinema americano, é muito bom .
    Loving Annabelle – Amando Annabelle Não é uma obra de arte, mas gosto muito, talvez por ser clichê! E assim como Carol, tá disponível na netflix. Então tá facil.
    Rome & Juliet, fofo, mas meio confuso o final.
    Saving Face – Livrando a Cara tem a leveza que as vezes precisamos, é uma boa comedia.
    The Girl King é um filme histórico, então acho que Compesa vê e as atrizes são incríveis.
    Da lista que Colocou esses são os que considero que mais Compesa assistir, até por ser de gêneros variados. Histórico, comedia, drama, adaptação de livro (vencedor de Oscar e tem Cate Blanchett, obrigatório assistir primeiro) Estou te ajudado a poupar um monte de tempo gasto em filmes de qualidade e historia duvidosa, (por Nada) Já assistir a maioria deles, Depois que assistir esses posso até indicar os outros. rsrsrs
    A parte positiva é que dos filmes que indiquei e que são realmente bons, 3 deles tem na netflix. Carol, The girl king, Amando Annabelle.
    E por favorzinho escreva com mais frequência mulher, adoro seu site e sinto uma falta imensa dele! >_<
    Caso queira, posso indicar livros e mais filmes, quem sabe um projeto de livros também! 😀 :*

    1. Quase todos dessa lista eu estou guardando para “momentos especiais” ahahhahaha Realmente eles são bons, já vi alguns muito tempo atrás. I Can’t Think Straight segue sendo meu filme favorito e volta e meio revisito ele hahahaha

      Mas saber que The Girl King está entre os bons filmes já faz ele subir umas posições para eu assistir logo hehe

      Aceito indicação de livro também, quem sabe faço finalmente um post literário ahahaha

      Obrigada!

      1. Interessante. Também gostaria de uma indicação de contos ou livros (até fanfic kkkk), pra gente variar um pouco.

  6. “The Handmaiden” é o melhor filme com temática lésbica que já assisti. É o cinema Coreano do melhor calibre ( acho que a Coreia do Sul está na nata do cinema mundial faz tempo.) A história é densa, violenta e tem enquadramentos que parecem pinturas saídas do Renascentismo.
    Apesar de ter quase 2h40 de duração, o filme não cansa, pelo contrário, é um thriller vigoroso com atuações, roteiro e fotografia que deixam o espectador de boca aberta.

    obs.: o filme ganhou nota 5 na crítica do The Guardian e vários prêmios em festivais, incluindo o BAFTA de melhor filme estrangeiro de 2018.

    https://www.youtube.com/watch?v=whldChqCsYk&frags=pl%2Cwn

  7. Esse filme é perfeito, a cena de sexo entre elas é linda, intensa e real! é longo, mas prende demais a atenção é um filme dinâmico.
    Adoro doramas, tem vários no site http://www.amyscans.com toda semana entra filme novo focado no site, os melhores tem todos.

    1. Assim, de cabeça Kyss Mig (com uma boa cena de sexo), I Can’t Think Straight e The Gymnast (esses dois são boas construções de tensão sexual, mas a cena de sexo em si no big deal). Tem When The Night Is Falling (eu morro na cena da massagem). E se eu arriscar um pouco mais minha reputação tem também The Guest House que é meeeio (!?) trash, mas que tem realmente se dedica ao casal (ao invés de alguma outra sub-história).

  8. Concordo muito com o que vc falou (ri bastante com suas observações: o pessoal deve pensar que podem nos fazer de trouxa, empurrando qualquer coisa), embora não tenha 100% de embasamento, pois não consegui passar da metade do segundo e do terceiro filme que vc comentou, isso de metade sendo bem complacente.
    Na minha opinião esses dois são terrivelmente maçantes.
    A premissa do primeiro e a escolha do caminho pra contar a história foram péssimas, mas ainda assim melhor que eles (minha opinião).
    A favorita perfeito, adorei esse filme. As três atrizes… uma mais perfeita que outra. Não foi clichê, não foi fácil, não foi oco.
    Terminou melhor que esperei (falei isso por causa de algumas ressalvas em outros finais), mas na verdade ele foi todo melhor do que esperei.

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